O primeiro semestre no bacharelado em Saúde Coletiva acabou me
causando uma pequena revolução interna que eu não esperava, me mobilizando
de diversas maneiras.
Durante minha vida inteira, sempre estudei, sempre busquei
entender mais sobre diferentes assuntos, que às vezes podem até parecer que não
se conectam, mas que dentro da minha formação pessoal influencia em minhas
atitudes frente aos desafios que a vida me lança. Quando eu conclui a
pós-graduação em gestão ambiental, decidi que antes de partir para o mestrado
(novamente), eu deveria estudar algo diferente, mas envolver-se com a Saúde
Coletiva é mais que estudar, é aprender, é compartilhar, é pensar diferente.
Faço uma analogia desse primeiro semestre do curso na minha
vida como uma onda, que simboliza
a força da natureza, que provoca agitação e mudanças, e pode estar associada
tanto a mudanças negativas como positivas. Neste caso, estou buscando
compatibilizar com outros aspectos da minha vida, de modo a extrair somente o
positivo e não prejudicar outras áreas.
Entender melhor que existem forças políticas que influenciam
nos sistemas de saúde e que nem sempre basta boa vontade para mudar algo, mas
habilidades para lidar com diferentes linhas de pensamento e, conhecer algumas instituições
de saúde em Porto Alegre, analisando as mudanças ocorridas no atendimento
influenciadas pelas mudanças de governo e de constituição do país foram algumas
das contribuições da UPP de Políticas Públicas e Sistemas de Saúde (coitado do
meu marido, que tinha que discutir às 23:00h comigo as inquietações que me
restavam pós-aula).
A UPP de promoção me instigou a olhar diferente para as
campanhas publicitárias institucionais, tentando entender quais eram as
intenções com as escolhas feitas pelos seus criadores.
A TISC e a Tutoria trouxeram experiências pedagógicas
inovadoras, de se comprometer de verdade com um curso on line e interagir com
colegas que não conhecemos pessoalmente, além dos fóruns presenciais, na qual são apresentadas
e discutidas questões acadêmicas e do campo da SC.
E me encontrei na
Bioestatística, afinal, sou uma pessoa de cálculos mesmo, de tudo Preto no
Branco, buscando ser mais compreensiva com quem consegue ver o mundo de todas
as cores. Talvez, esse curso me ajude a ser mais flexível, menos cabeça-dura e
mais compreensiva quando não conseguimos atingir exatamente nossa meta, mas
conseguimos avançar para algo melhor.
Meu desafio para o próximo semestre é organizar minha
agenda, tentando não ficar muito trás no curso, mas entendendo minhas
limitações, de tempo e até mesmo físicas (sim, eu fico exausta ao final do dia).
Vejo que alguns colegas acabaram desistindo do curso por tentarem abraçar o
mundo, e tenho essa consciência do que é possível e o do que é impossível para
mim.
Afinal, o ótimo é
inimigo do bom (Voltaire). O que não queremos mesmo, é o ruim.


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