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quinta-feira, 9 de julho de 2015

O primeiro semestre: como uma onda.

O primeiro semestre no bacharelado em Saúde Coletiva acabou me causando uma pequena  revolução interna que eu não esperava, me mobilizando de diversas maneiras.
Durante minha vida inteira, sempre estudei, sempre busquei entender mais sobre diferentes assuntos, que às vezes podem até parecer que não se conectam, mas que dentro da minha formação pessoal influencia em minhas atitudes frente aos desafios que a vida me lança. Quando eu conclui a pós-graduação em gestão ambiental, decidi que antes de partir para o mestrado (novamente), eu deveria estudar algo diferente, mas envolver-se com a Saúde Coletiva é mais que estudar, é aprender, é compartilhar, é pensar diferente.


Faço uma analogia desse primeiro semestre do curso na minha vida como uma onda, que simboliza a força da natureza, que provoca agitação e mudanças, e pode estar associada tanto a mudanças negativas como positivas. Neste caso, estou buscando compatibilizar com outros aspectos da minha vida, de modo a extrair somente o positivo e não prejudicar outras áreas.


Entender melhor que existem forças políticas que influenciam nos sistemas de saúde e que nem sempre basta boa vontade para mudar algo, mas habilidades para lidar com diferentes linhas de pensamento e, conhecer algumas instituições de saúde em Porto Alegre, analisando as mudanças ocorridas no atendimento influenciadas pelas mudanças de governo e de constituição do país foram algumas das contribuições da UPP de Políticas Públicas e Sistemas de Saúde (coitado do meu marido, que tinha que discutir às 23:00h comigo as inquietações que me restavam pós-aula).
A UPP de promoção me instigou a olhar diferente para as campanhas publicitárias institucionais, tentando entender quais eram as intenções com as escolhas feitas pelos seus criadores.
A TISC e a Tutoria trouxeram experiências pedagógicas inovadoras, de se comprometer de verdade com um curso on line e interagir com colegas que não conhecemos pessoalmente, além dos fóruns presenciais, na qual são apresentadas e discutidas questões acadêmicas e do campo da SC.
 E me encontrei na Bioestatística, afinal, sou uma pessoa de cálculos mesmo, de tudo Preto no Branco, buscando ser mais compreensiva com quem consegue ver o mundo de todas as cores. Talvez, esse curso me ajude a ser mais flexível, menos cabeça-dura e mais compreensiva quando não conseguimos atingir exatamente nossa meta, mas conseguimos avançar para algo melhor.
Meu desafio para o próximo semestre é organizar minha agenda, tentando não ficar muito trás no curso, mas entendendo minhas limitações, de tempo e até mesmo físicas (sim, eu fico exausta ao final do dia). Vejo que alguns colegas acabaram desistindo do curso por tentarem abraçar o mundo, e tenho essa consciência do que é possível e o do que é impossível para mim.


Afinal, o ótimo é inimigo do bom (Voltaire). O que não queremos mesmo, é o ruim.  



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